Insuficiência renal crônica: um estudo de caso

 

 

Orientanda: Carvalho, Diana Valesca1

 

Orientadora: Maia, Fernanda Maria Machado2, MS

 

1. Aluna de Nutrição CCS/UECE.

 

2. Professora do Departamento de Nutrição CCS/UECE.

 

 

Introdução: A insuficiência Renal Crônica (IRC) refere-se a um estado no qual os rins não conseguem manter o equilíbrio homeostático do organismo, e com isso ocorrem alterações importantes no metabolismo dos nutrientes, sendo de fundamental importância o tratamento dietoterápico para o controle dessas alterações. No estudo de caso realizado em um Hospital Público de Fortaleza, acompanhou-se uma paciente portadora de nefropatia crônica com o objetivo de melhorar o seu estado nutricional e controlar os distúrbios metabólicos dos nutrientes. Metodologia: O acompanhamento foi feito através da observação dos níveis séricos de creatinina e uréia e avaliação do estado nutricional. A paciente foi avaliada nutricionalmente através dos seguintes índices: compleição, Índice de Massa Corporal (IMC), Perímetro do Punho (PP), Prega Cutânea Triciptal (PCT), Circunferência Braquial (CB) e Circunferência Muscular do Braço (CMB). O peso foi aferido diariamente em balança tipo plataforma. As medidas de CB, PP e PCT foram feitas no início e no final do acompanhamento, sendo que o CB e PP foram feitas através de fita métrica inelástica e o PCT com auxílio do paquímetro clínico. Resultados: No início do acompanhamento a paciente apresentou estado nutricional de desnutrição moderada e desequilíbrio dos níveis de uréia, creatinina, cálcio e fósforo. As necessidades nutricionais foram calculadas de acordo com a evolução da insuficiência renal. Durante o acompanhamento, a paciente foi submetida ao tratamento dietoterápico conservador, onde houve ganho de peso, diminuição da uréia sérica e manutenção dos níveis séricos de creatinina. Porém, com a progressão da doença, os níveis séricos de uréia, creatinina, ácido úrico e potássio aumentaram, sendo iniciado o tratamento dialítico com modificação da dieta, para atender as necessidades da paciente decorrentes das perdas pela hemodiálise. Entretantanto, em virtude da paciete ser muito jovem, ela apresentou depressão e anorexia, principalmente com início da diálise. Conclusões: O tratamento dietoterápico não foi eficaz de evitar a progressão da doença, nem de recuperar o estado nutricional. Porém, tanto a anorexia presente durante grande período do acompanhamento e fatores psicológicos da doença, principalmente após início da hemodiálise, podem ter contribuído para este resultado.