Uso da teoria de Callista Roy e dos diagnósticos de enfermagem em estomaterapia

 

Pesquisadoras: Castro, Maria Euridéa1, Dra.;

Lopes, Consuelo Helena Aires de Freitas2, MS

 

1. Livre Docente UFRJ- Professora Professora Departamento de Enfermagem CCS/UECE.

 

2. Professora do Departamento de Enfermagem CCS/UECE.

 

 

As pessoas ostomizadas em decorrência de doenças crônicas passam a ser deficientes físicas, sofrem ainda, transtornos psicossociais e alteração na qualidade de vida. A adaptação do ostomizado torna-se necessária à sua reintegração à sociedade.  O papel da enfermeira estomaterapeuta é imprescindível especialmente quando trabalha os aspectos da adaptação com base nas teorias e nos diagnósticos de enfermagem. Diante dos problemas surgidos questiona-se acerca do enfrentamento da  situação por parte do ostomizado visando a integração à sociedade. Objetivando verificar o processo adaptativo sob a ótica dos modos de adaptação de Roy realizou-se um estudo descritivo junto ao "Clube dos Colostomizados" Fortaleza - Ceará que mantém cadastradas 650 pessoas. Selecionou-se uma amostra de 44 ostomizados do sexo masculino e verificou-se como ocorreu a adaptação pelos modos da teoria da de Roy como essas pessoas se adaptam às necessidades biopsicossociais afetadas. As falas foram categorizadas em unidades temáticas através dos modos: fisiológico, auto conceito, função de papel e interdependência. Encontrou-se que os ostomizados não estão adaptados em relação a ostomia, ao manejo da mesma devido as eliminações fecais e urinárias e ainda, às  lesões de pele peri-estoma. Vale ressaltar que os problemas de maior frequência estão no modo fisiológico e foram relacionados aos diagnósticos de integridade da pele prejudicada, distúrbios de auto-imagem, de auto-estima, depressão, medo, não complacência para a revolta. Os três últimos diagnósticos surgiram nos demais modos, sendo que no modo de interdependência declaram que não assumiram as atividades e mantém-se dependentes da família cujo problema relaciona-se ao diagnóstico de enfrentamento familiar incapacitante. Portanto a falta de adaptação surgiu nos aspectos físicos e psicossociais dos ostomizados que se mantêm sob a influência do grupo de auto ajuda.